Conheça

Participação do Estudante
na escola

Desenvolva a cultura de participação dos estudantes na sua escola.

A construção de um ensino que faça mais sentido para os estudantes do século 21 depende da escuta dos próprios estudantes! O Faz Sentido oferece neste espaço recursos para que gestores, educadores e estudantes possam promover uma cultura de participação efetiva na escola e construir colaborativamente soluções para os mais diversos temas da educação.

O que é

a Cultura de participação
do Estudante?

É reconhecer os estudantes como sujeitos de direitos, oferecendo as condições para que os jovens e adolescentes participem ativamente da construção da educação (nas escolas e nas políticas educacionais). Você pode se perguntar: como, na prática, se fortalece a participação dos estudantes?

As possibilidades são muitas e vão desde práticas em sala de aula até o envolvimento dos estudantes na formulação, implementação a avaliação das políticas públicas. Abaixo, você encontrará algumas destas possibilidades. Mas, lembre-se, o importante é ter a mente aberta para as novas ideias que podem aparecer ao longo deste processo, e permitir que as ideias surjam dos próprios estudantes!

Repertório de práticas para fortalecer
a participação do estudante:

#SAIBAMAIS

Para se conhecer mais sobre as diferentes Formas de participação Do estudante, acesse Capitulo 3 – Reconhecimento e Representatividade na escola em Diversidades, Equidade e Inclusão na Escola

Assembleia

O que é: Encontro que reúne os estudantes, além de possivelmente pais, professores, funcionários, gestores e instituições locais parceiras. A assembleia pode ser organizada pelos próprios alunos ou mediada pela gestão escolar.

Grêmio

O que é: Processo de auto-organização dos estudantes por meio de eleição. É um importante espaço de aprendizagem política, de convivência, responsabilidade e luta por direitos para representar os interesses desse segmento na escola. A Lei nº 7.398 de 1985 assegurou o direito dos estudantes de Ensino Fundamental e Médio se organizarem em entidades representativas e autônomas (grêmios estudantis).

Conselho
Escolar

O que é: Colegiado composto de representantes de todos os segmentos da escola, com destaque para a participação dos estudantes, além de pais, alunos, professores, gestores e funcionários, para propor, acompanhar e fiscalizar as ações realizadas na escola. Os estudantes que participam dos Conselhos são escolhidos pelos colegas, o que reforça a importância de processos de legitimação de representação.

Representante de
turma

O que é: Alunos escolhidos pela turma para representar os interesses dos estudantes em decisões da escola. Os representantes podem contribuir com processos permanentes de escuta ao serem consultados sobre sua escola, aprendizagem e participação no ambiente escolar.

Coletivos

O que é: Grupos que surgem tanto espontaneamente, sem interferência da gestão e de forma paralela ao Grêmio, como a partir do estímulo da própria escola. É uma forma dos estudantes trazerem temas relevantes em seu dia a dia para o ambiente da escola. São exemplos os coletivos feministas, cultura negra, LGBT, entre outros.

Participação nos
processos de aprendizagem

O que é: Estudantes como coautores de seu processo de aprendizagem e desenvolvimento. Para isso, a escola deve envolvê-los na construção das propostas curriculares, e na escolha, sugestão e planejamento de práticas pedagógicas.

Participação na
gestão escolar

O que é: Envolvimento dos estudantes na tomada de decisão e na construção de propostas para melhorar a gestão, o ambiente e as práticas pedagógicas da escola (construção conjunta de acordos de convivência; Projeto Político Pedagógico; discussão sobre regras, projetos e orçamento; oficina para cocriação de soluções para os problemas da escola).

Participação nas
Políticas Públicas
de Educação

O que é: Incorporação das diversas juventudes na elaboração, avaliação, revisão das políticas públicas de educação. Algumas formas de fortalecer a participação dos jovens nas políticas públicas são:

  • Criar mecanismos específicos para consulta aos estudantes sobre mudanças nas políticas públicas de educação;
  • Fortalecer a participação de diversas juventudes nas instâncias de participação que discutem as políticas públicas de educação, criando novos fóruns e ampliando o percentual de jovens nos espaços existentes;
  • Disseminar informações para os jovens sobre todos os mecanismos disponíveis para participação dos estudantes em políticas públicas de educação;
  • Repassar recursos para que as escolas criem um fundo de financiamento permanente para projetos de grêmios e coletivos estudantis, e viabilizem a participação de estudantes em fóruns e eventos de discussão de políticas públicas.

Nossos Princípios

Por que o Faz Sentido acredita na
Participação do Estudante?

A participação é um direito constitucional de todo cidadão brasileiro e essência da democracia. É elemento central para a criação de uma escola democrática, que faça sentido para toda a comunidade escolar, e que contribua para a formação de cidadãos conscientes e capazes de transformar a realidade em que estão inseridos. Ao envolver os estudantes em processos participativos, a escola desenvolve importantes habilidades como pensamento crítico, autonomia, empatia, cooperação, responsabilidade e a cidadania.

O que é preciso para possibilitar
a Participação na Escola?

Para promover a participação, três princípios são essenciais. Em primeiro lugar é preciso que a escola acolha as diversidades dos estudantes. Depois, é necessário desenvolver a capacidade de participação dos jovens e criar as condições para que essa capacidade seja colocada em ação. Ao longo deste percurso, você encontrará estes e outros princípios norteadores.

A abertura do mundo adulto para dialogar e aprender com os jovens é fundamental para a qualidade dos processos de participação dos estudantes. Gestores, educadores e professores precisam estar dispostos a trabalhar de forma cooperativa com os estudantes. Processos feitos de forma colaborativa contribuem para o despertar do sentimento de corresponsabilização entre os estudantes. Os alunos passam a se sentir parte das decisões tomadas, aumentando o engajamento e tornando o processo educativo ainda mais legítimo e potente.

Além disso, vale destacar que participar não é algo simples, e nem todos os jovens sabem como fazê-lo. Para que a cultura de participação aconteça, é preciso que os estudantes desenvolvam as habilidades necessárias para participar, como pensamento crítico, a comunicação, argumentação, empatia e colaboração. Desta forma, a escola precisa dar insumos e o suporte necessário para que os estudantes desenvolvam essas habilidades e sintam-se preparados a contribuir com os processos participativos.

Muitos se perguntam se é possível promover a participação dos estudantes com poucos recursos. A participação não depende de investimento financeiro, mas da adoção de uma nova postura em relação aos jovens.

Saiba como fazer este percurso
na sua escola

Para concretizar o percurso de Participação do Estudante na sua escola, sugerimos um percurso de três etapas: Reconheça o direito à Participação do Estudante; Promova a Participação do Estudantes; e Faça Acontecer. Clique nos botões abaixo e conheça o passo-a-passo e as ferramentas disponíveis para realizar cada uma delas!

Quem participa?

Comunidade escolar
e estudantes

Quem lidera?

Escola em conjunto com
os estudantes

Reconheça o direito à
Participação dos Estudantes

Promova a Participação
dos Estudantes

Faça acontecer

Reconheça o direito à
Participação dos Estudantes

A participação dos estudantes só é efetiva se todos tiverem a oportunidade de se expressar e de serem reconhecidos em suas diferenças. Por isso, o momento do reconhecimento destaca a importância de compreender as diversidades e culturas juvenis e se/como elas estão sendo acolhidas no ambiente escolar.

A escuta dos estudantes pode ser feita através de rodas de conversaquestionários, ou qualquer outra forma que a escola acredite que faça sentido. Você pode utilizar um recurso que já exista na sua escola, como reuniões ou assembleias, por exemplo. Fique de olho para que a escuta seja inclusiva e capture múltiplas vozes, mesmo as mais silenciosas e/ou dissonantes. Para que o processo de escuta seja fiel à realidade, é fundamental que sejam ouvidos estudantes com histórico de maior e menor engajamento, com diferentes identidades e características: gênero, orientação sexual, raça/etnia, condição socioeconômica, contextos regionais, jovens que trabalham, mães e pais estudantes, além de outras especificidades.

Processos participativos exigem também o uso de linguagens acessíveis e que façam sentido a todos os envolvidos. Lembre-se de reconhecer as diferentes formas de expressão dos próprios jovens. Por exemplo, um estudante pode se sentir mais confortável para expressar suas opiniões de forma verbal, enquanto outro fica mais à vontade por meio da escrita. Lembre-se de registrar tudo o que surgir na escuta, pois esse conteúdo será utilizado ao longo do percurso. Contemplar os estudantes na análise e concepção de estratégias de comunicação das descobertas é essencial. Para legitimar o processo, os jovens precisam ter acesso a estas e outras informações relacionadas a formas de participação, bem como a outras de suas escolas e políticas públicas de educação de forma transparente.

Promova a Participação
dos Estudantes

Em conjunto com os estudantes, você desenvolverá propostas práticas para promover a participação deles a partir das descobertas realizadas anteriormente, com a escuta. Este é o momento em que a comunidade escolar é provocada a refletir sobre quais diretrizes e ações deseja desenvolver para garantir a cultura de participação do estudante.

As oficinas de cocriação, ou oficinas para criar soluções em conjunto, são um exemplo de como esta construção pode acontecer. De toda forma, a participação pode ocorrer de diversas maneiras e cada vez mais os jovens buscam meios diversificados de fazê-lo, tanto presenciais, quanto virtuais. Gestores e professores precisam respeitar e valorizar essas estratégias, afinal, todas são importantes formas de engajamento e interação dos alunos com a escola e os processos de aprendizagem.

Faça acontecer

Chegou a hora de implementar a cultura de participação na sua escola! Planeje, garanta as condições, implemente e acompanhe as soluções criadas colaborativamente. Lembre-se de considerar a participação dos estudantes também na formação deste Grupo de Trabalho. É provável que você se questione: “mas muito do que foi criado já foi colocado em prática ao longo do processo” e, se isso acontecer, ótimo! Agora, é hora de garantir que a participação se instaure de maneira sistêmica na rotina da escola. Para isso, é importante que sejam garantidas as condições políticas, de comunicação, formação e de recursos.

Construir um Plano de Ação que corresponsabilize os diferentes atores da comunidade escolar, bem como um Plano de Princípios Norteadores para a Formação de Educadores são ótimos caminhos para organizar este momento. Essas ferramentas podem nortear as atividades que devem ser implementadas.

Esta também é a fase para avaliar o percurso realizado. Os estudantes e os demais membros da comunidade escolar devem participar do processo e estabelecer momentos para refletir individualmente e em conjunto:

  • O que eu aprendi com esse processo?
  • O que aprendemos sobre trabalhar em grupo?
  • Minha visão sobre a participação dos estudantes mudou?
  • Os princípios da participação foram respeitados? Relembre os princípios aqui.
  • As ações pensadas estão sendo colocadas em prática?
  • A Participação do Estudante está sendo cuidada no dia a dia?
  • Quais os resultados visíveis no dia a dia após a realização deste processo?